Quando se fecham os olhos e o corpo dorme, não é sonho o que temos.
Sonho é quando os olhos estão bem abertos e o corpo alerta, insone!
Juliana Carlantonio (19/02/10)
segunda-feira, 8 de março de 2010
sonhado FIM

Até quando o que me inspira vai me manter de pé?
Tenho combustível que dura só um dia e nada mais.
A cada manhã tenho que encontrar uma plataforma em mim e abastecer minha alma de "mais".
O impossível é tão cruel comigo, e me sinto presa ao solo, ao destino da dúvida, e da falta de escolhas desejadas.
É fácil sair por aí, na insensatez, e tomar o mundo pra si, mas o tempo a minha frente é mais rápido, e o que passa, é lento e doloroso.
Não posso escolher ficar triste? O dia está ensolorado, todos estão bem, e eu carrego meus sonhos comigo e mais ninguém sabe. Cada um com os seus não é? Os meus, do outro lado do pacífico, me observam, me julgam, e me condiciono a matá-los, pois viver com eles, é quase a morte.
Eu não tenho sangue frio, nem o coração vazio, mas sonhos não existem,
são apenas atalhos, falácias e desvios para o tão sonhado FIM.
Juliana Carlantonio
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A FITA BRANCA

Um filme que trouxe a realidade bem ali na nossa frente. Os costumes familiares nunca foram abordados com tanta maestria. Ele conseguiu !! É um "campo de concentração" em cada lar. O chefe de família controlador, as crianças crescendo nesse ambiente, e as consequências de um relacionamento hostil mútuo, exceto o protagonista, ou seríamos nós a espiar uma realidade não tão distante da nossa?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Amadora
Eu sou fotógrafa amadora. Bota amadora nisso. Gosto de cliques que só eu entendo. Mas eu amo o movimento, a luz, as expressões naturais, e se der pra captar, que seja!
Tiro foto de mosquito, flor, céu, gato, árvore, gente e de todo o conjunto. Pode ser um macro ou uma paisagem, mas o que vale mesmo é quando a própria foto dita para você o movimento: o inesperado....
Tiro foto de mosquito, flor, céu, gato, árvore, gente e de todo o conjunto. Pode ser um macro ou uma paisagem, mas o que vale mesmo é quando a própria foto dita para você o movimento: o inesperado....
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Ah Londres ...
Que estranho. Só reparei agora que ainda não tinha escrito absolutamente nada de Londres. Na verdade nem conversei com minha melhor amiga como foi a sensação de estar lá, apesar de ter colocado várias fotos no orkut.
Então vou começar o ano de 2010 falando de Londres. Começando bem, apesar de atrasada.
Sei que estava na perfeita companhia do meu marido, e isso faz qualquer lugar mágico, mas Londres tem sua mágica particular.
Depois de muitas contas, da gripe suína e da queda do avião da TAM, nós conseguimos decidir! É agora ou nunca. Chegamos vivos, sadios e sedentos pra respirar o ar de Shakeaspere. Me lembro de tudo detalhadamente: Da primeira imagem de Londres, podia ver do avião aquelas casas organizadas, da espera da bagagem no aeroporto, da sensação de ter chegado. Do pé no chão. Meu olhar percorria o saguão, era tanta gente diferente, eu estava ansiosa para desbravar aquele mundo bem na minha frente.
No caminho de metrô, mirava pela janela as casinhas mais encantadoras que já vi. Pra minha surpresa (primeira), ao sairmos do vagão tinha a opção do elevador, ao invés das escadas. E quando as portas se abriram, estávamos nós ali na estação Russel Square. Esse momento "matrix", onde tudo pára e você contempla, realiza, suspira, morde os lábios pra não chorar, pra não parecer ridículo, é divino.
O caminho até o hotel foi muito engraçado, pois fomos reconhecendo os prédios que tínhamos visto pelo "Google street view". E é claro, nada supera o real. O sol batendo na janela e refletindo em você, a rodinha da mala no chão, o vento no cabelo e os nossos sorrisos de cumplicidade ali no meio de tudo aquilo.
Chegando no hotel, dezenas de pessoas na porta e algumas acertando a reserva. Estávamos doidos para subir, jogar as malas no quarto e sair pra andar. Chegamos lá, tudo certo, quarto perfeito, e fomos. A partir daqui mostro em fotos e legendas um pedaço da viagem mais perfeita da minha vida. "Voltamos já"..



CONTINUA...
Então vou começar o ano de 2010 falando de Londres. Começando bem, apesar de atrasada.
Sei que estava na perfeita companhia do meu marido, e isso faz qualquer lugar mágico, mas Londres tem sua mágica particular.
Depois de muitas contas, da gripe suína e da queda do avião da TAM, nós conseguimos decidir! É agora ou nunca. Chegamos vivos, sadios e sedentos pra respirar o ar de Shakeaspere. Me lembro de tudo detalhadamente: Da primeira imagem de Londres, podia ver do avião aquelas casas organizadas, da espera da bagagem no aeroporto, da sensação de ter chegado. Do pé no chão. Meu olhar percorria o saguão, era tanta gente diferente, eu estava ansiosa para desbravar aquele mundo bem na minha frente.
No caminho de metrô, mirava pela janela as casinhas mais encantadoras que já vi. Pra minha surpresa (primeira), ao sairmos do vagão tinha a opção do elevador, ao invés das escadas. E quando as portas se abriram, estávamos nós ali na estação Russel Square. Esse momento "matrix", onde tudo pára e você contempla, realiza, suspira, morde os lábios pra não chorar, pra não parecer ridículo, é divino.
O caminho até o hotel foi muito engraçado, pois fomos reconhecendo os prédios que tínhamos visto pelo "Google street view". E é claro, nada supera o real. O sol batendo na janela e refletindo em você, a rodinha da mala no chão, o vento no cabelo e os nossos sorrisos de cumplicidade ali no meio de tudo aquilo.
Chegando no hotel, dezenas de pessoas na porta e algumas acertando a reserva. Estávamos doidos para subir, jogar as malas no quarto e sair pra andar. Chegamos lá, tudo certo, quarto perfeito, e fomos. A partir daqui mostro em fotos e legendas um pedaço da viagem mais perfeita da minha vida. "Voltamos já"..



CONTINUA...sábado, 8 de agosto de 2009
Mal do século - Reclamar da vida
Parece uma frase batida, mas é um vício que cresce a cada dia e tomou uma proporção I.R.R.I.T.A.N.T.E. Isso começa com uma pessoa, e quando se vê todos estão contaminados com esta doença. Geralmente esse chato se acha a pessoa mais desprovida do mundo e já começa o dia se lamentando. E como se não bastasse faz questão de tornar público o seu lamento. E, na maioria das vezes, eu sou a vítima e tenho que escutar e fazer cara de "nossa". Sério, não dá!! Essa frequência realmente me incomoda! Eu conheço pessoas que carregam o mundo nas costas e nem por isso estão reclamando.Dia desses eu estava em uma fila demorada e uma chata resolveu reclamar. O que eu tenho com isso? A fila não vai andar mais rápido ora. Eu não do SAC. As pessoas reclamam do trabalho de terem filhos, mas na hora do "bem-bom" ninguém reclamou de nada né? Engraçado...
Reclamam do sol e da chuva. AGRADEÇA caramba! O mundo precisa disso e não do seu murmúrio! É isso que causa o aquecimento global, essas mentes viciadas.
O preço aumentou? Reclama com o Procon!
A fila não anda? Reclama com o gerente!
O motorista dirige mal? Reclama com a Rio Ônibus!
Transformar um problema em uma catástrofe não faz de ninguém um herói.
Herói é quem luta pela vida em uma cama de hospital e conta nos segundos o efeito dos remédios. Sofre a angústia da dor e a esperança da recuperação. É quem sobrevive nos lugares mais inóspitos e mesmo assim tem um sorriso no rosto. Herói é quem ganha essa luta e não espera a honraria.
Então vamos sorrir e enviar a reclamação ao seu destino certo, não para um estranho ao seu lado...
A vida é um presente e eu quero vivê-la assim, como se todos os dias fossem únicos!!
-"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo,muito longo para os que lamentam,muito curto para os que festejam.Mas, para os que amam, o tempo é eternidade" (William Shakespeare)
domingo, 28 de junho de 2009
O recado de Michael

Desde a morte de Michael tenho ouvido algumas críticas quanto ao rumo de sua vida. No caminho para o trabalho, no trabalho, no restaurante, no jornal e na TV, mas uma que me incomodou, foi no salão de beleza.
Deixo de lado o velho costume de jogar "fofoca" fora no salão. Quero deixar essas palavras aqui. Ou seriam perguntas? Ainda tenho muitas dúvidas nessa vida.
A conversa começa com uma fala ensaiada do que é certo, do que ele não devia fazer com a vida dele. Duas mulheres que, depois de duras críticas, falam: "Não é possível, ele era louco. Quem destrói o corpo daquela forma?"
Esse foi o único tema abordado. O fato dele ter ficado branco. Nem falaram das suspeitas de pedofilia...
Eis que olho para o lado e vejo uma senhora de aproximadamente 70 anos. Bastou 1 segundo para notar a sorridente velha insatisfeita. Ela estava ali, entre uma imensidão de botox, pó de arroz, rímel excessivo, decote profundo, calça justíssima, salto 20, voz forçada e estridente. O "perfeito" retrato da nossa humanidade: inconformada com o passar do tempo, ignora a lei da física e não assume a idade com classe e sabedoria. E a consequência se vê nessa senhora, que esqueceu que pensar é necessário para não se tornar débil. Óbvio, salvo exceções (graças!!!) Então eu me pergunto: "Não é possível, ela é louca. Quem destrói o corpo dessa forma?"
No auge da idade do saber, que eu tanto aprecio, parece ter 15 anos. Impressionante como o cérebro de alguns pára no tempo e não vive as dores do mundo com dignidade, só querem apontar o outro. E o outro, nesse caso foi o Michael. Um gênio, tão humano como nós, que usou sua dor como auto-punição e presente eterno: Sua música.
Michael foi um alvo desse mundo exigente e vazio: O próprio pai foi seu maior vilão. Ele não tinha idade para saber que só sua voz bastava. Foi na infância, sob críticas, que começou sua arte e seu desastre psicólogico.
E com todos os contratempos ele transformou sua dor em música: Um recado falado perfeito. Brilhante! E o recado do mundo é um rascunho mal escrito e borrado, pois a mente que só aponta, não cria.
Viva Michael!
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